SEGUP | Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social | www.segup.pa.gov.br

Comunidades ribeirinhas e quilombolas, além da República de Emaús, foram contempladas pelo gesto de servidores da Secretaria

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) entregou neste sábado (27) cestas básicas e kits de higiene doados durante a campanha Segup Solidária, em comemoração aos 61 anos da instituição. Houve a doação de mais de 10 toneladas de alimentos por servidores do Sistema de Segurança Pública e demais funcionários, beneficiando as comunidades ribeirinhas Fé em Deus, próxima a Belém; do Arapari, em Barcarena, e comunidade do Poção, na Ilha de Cotijuba (distrito da capital).

A ação encerrada hoje também contemplou comunidades quilombolas dos municípios de Mocajuba, no Baixo Tocantins, e Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, além da República de Emaús, cujo trabalho atende crianças e jovens de vários bairros da Região Metropolitana de Belém.

As cestas foram entregues com o apoio do grupo voluntariado "De Coração", que também doou alimentos e participou da entrega, feita pelo Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu).

Para o titular da Segup, Ualame Machado, a campanha foi uma forma diferente de levar cidadania à população, em mais uma comemoração pela criação da Secretaria. "Nos 60 anos da Segup nós tivemos a felicidade de comemorar junto da população, oferecendo serviços à sociedade. Esse ano, em decorrência da pandemia (de Covid-19), nós optamos em comemorar de uma maneira diferente, ajudando quem mais precisa, com a arrecadação das cestas doadas por servidores", informou.

'Em boa hora' - Orlando Leão, que há 40 anos mora na comunidade do Arapari, foi um dos beneficiados pela ação. A fonte de renda dos moradores da comunidade é a comercialização de açaí e cacau, que estão na entressafra. "As cestas chegaram em bom momento, quando a comercialização do açaí tá em queda e o pessoal tá precisando muito. Com a pandemia as coisas ficaram ainda mais difíceis. Nós ficamos muito agradecidos, porque estamos precisando muito”, disse Orlando.

Para a ribeirinha Sônia Maria de Jesus, a ação foi inédita e chegou na hora certa. "Aqui nós estamos bem na frente de Belém, mas nunca vieram nos ajudar. Quando chega o Natal, as crianças correm pro trapiche pensando que vai chegar alguma coisa, uma roupa, um brinquedo, um alimento, mas as embarcações passam direto. A gente tá perto, mas também tá distante do olhar do pessoal que mora lá. Essa é a primeira vez que a gente recebe esse tipo de apoio", afirmou Sônia de Jesus.

Por Aline Saavedra

 

Veja Também