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Das seis futuras sedes do Territórios pela Paz, quatro devem ser entregues até maio do ano que vem

Futuras sedes do programa Territórios pela Paz (TerPaz), as obras de seis das dez Usinas da Paz estão em andamento, e a previsão é que quatro unidades sejam entregues em maio de 2021. Cada complexo será voltado principalmente para a prevenção à violência, a inclusão social e o fortalecimento comunitário, com três eixos fundamentais: assistência, esporte e lazer e cultura. Sete bairros da Região Metropolitana de Belém (RMB) recebem, há cerca de um ano, ações de saúde, educação e cidadania.

Em Belém, as Usinas da Paz serão instaladas nos bairros do Guamá, Jurunas, Terra Firme, Cabanagem e Benguí; em Ananindeua, no bairro do Icuí; em Marituba, entre os bairros Nova União e São Francisco. Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás, no sudeste do Estado também serão dotadas da estrutura. Não há investimentos financeiros por parte do Estado, visto que todo o projeto é custeado pela iniciativa privada em parceria com o Governo do Pará.

As empresas Vale, com aporte de R$ 102 milhões, e Hydro, com aporte de R$ 60 milhões, são as responsáveis pelas obras - a primeira ficou com as da Cabanagem e do Benguí, além das localizadas nos demais municípios, e a segunda é responsável pelas unidades do Jurunas, Guamá e Terra Firme.

O diretor das Usinas da Paz, Marcos Lopes, explica que o projeto tem parceria da iniciativa privadaFoto: Ricardo Amanajás / Ag. Pará"Foi uma diretriz do próprio governador Helder Barbalho que sequer houvesse repasses financeiros para o tesouro estadual, que tudo fosse feito inteiramente pelas duas empresas, até porque a logística do meio privado é melhor e menos burocrática, o que significa capacidade de construir mais rápido. A meta é entregar espaços de excelência. Piscinas e quadras adequadas, cine-teatros confortáveis, do jeito que os moradores de cada um desses locais merece", explica o diretor das Usinas da Paz, Marcos Lopes.

Estrutura - As UsiPaz terão ambientes esportivos, salas de audiovisual, espaços de inclusão digital e vários serviços, como atendimento médico e odontológico, consultoria jurídica, emissão de documentos, ações de segurança, atividades profissionalizantes, espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade. Também haverá espaços para cursos livres e de dança, artes marciais, musicalização e biblioteca.

As secretarias de Estado ligadas à promoção social e que já atuam nas ações do TerPaz ficarão permanentemente instaladas nesses espaços, garantindo que os serviços e atividades sejam prestados corretamente. A previsão é que as dez Usinas estejam em pleno funcionamento até o fim do próximo ano.

O projeto arquitetônico é padronizado e assinado pela arquiteta carioca Bel Lobo. A primeira etapa de construção inclui terraplenagem, topografia e fundação. Na segunda, ocorre a construção propriamente dita, o paisagismo, a entrega do complexo e retirada do material. A pedido do governo do Estado, boa parte da mão de obra que atua nas construções é do próprio bairro ou município onde as Usinas serão instaladas.

As obras da Usina da Paz do Icuí-Guajará estão entre as mais adiantadas. Previsão é que fiquem prontas no primeiro semestre de 2021.

Aporte  - Em setembro de 2019 foram assinados os termos de cooperação entre Estado e empresas, e no início deste ano foram iniciadas as obras. As mais adiantadas são as da Cabanagem, do Icuí, de Marituba e de Parauapebas, que devem ser entregues ainda no primeiro semestre de 2021. Nas demais localidades, as empresas responsáveis precisaram trocar as empreiteiras por conta de inadequações técnicas, o que acarretou em atraso no cronograma. Essa retomada deve ocorrer ainda este ano.

O secretário adjunto da Seac, Raimundo Santos Júnior: Usipaz firmam a presença do Estado nas localidades atendidasFoto: Ricardo Amanajás / Ag. ParáO secretário adjunto da Secretaria de Estado de Articulação e Cidadania (Seac), Raimundo Santos Junior, garante que as Usinas da Paz firmam a presença permanente do Estado em cada uma das localidades. "Nosso grande objetivo é que a população se aproprie desses espaços, que o tornem parte de suas rotinas. É transformar uma política de governo em política de Estado, que esteja presente em 20, 30 anos, se perpetue e siga realizando transformações sociais nas áreas mais vulneráveis”, diz.

Ele lembra que o projeto é construído em conjunto com a comunidade. “Nosso Núcleo de Articulação à Cidadania está em contato constante com os líderes comunitários, escutando sobre as necessidades de cada lugar. Isso é algo que nunca foi feito antes, o que nos dá muito orgulho de trabalhar pelo projeto. Áreas consideradas esquecidas há dezenas de anos, aonde o Estado não chegava, vão receber o Estado de maneira permanente", conclui o adjunto.

Por Carol Menezes (SECOM)

 

 

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