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Grupamento Aéreo garante chegada dos imunizantes de forma célere e segura para municípios como Marabá, Conceição do Araguaia, Altamira, Santarém, entre outros

De janeiro até novembro 2021, o Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) totalizou 734h20 de voo para distribuição dos imunizantes contra a covid-19 no interior do Pará. Uma atuação que atende à logística programada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), está à frente do combate à pandemia.

Para superar os desafios das intempéries meteorológicas, o Grupamento Aéreo tem todo um planejamento de forma a garantir a qualidade das vacinas. “O nosso papel é de transportar a demanda da Sespa, distribuímos para o Marajó, Oeste, Baixo Xingu, Sul e Sudeste do Pará. Conseguimos distribuir em 24 horas, para tanto utilizamos dois helicópteros e três aviões em média, mas pode ser ampliado se aumentar a carga. Conseguimos transportar tudo o que chega aqui. O nosso problema aqui é a meteorologia, pela manhã, se o tempo estiver bom. O Marajó, por exemplo, fica muito criticado pela meteorologia e quando o tempo fecha não conseguimos ir para lá”, pontua o diretor do Graesp, coronel Armando Gonçalves.

O Graesp mobiliza um efetivo de 80 tripulantes (piloto, mecânico e apoio solo) nesse transporte, além de cinco até dez aeronaves, entre helicópteros e aviões, que já percorreram mais de 80 municípios. Todo o aparato utilizado visa ao transporte com segurança dos imunizantes, para que possam alcançar com agilidade todas as regiões do Pará. Entre os municípios que recebem as vacinas por meio do Grupamento estão: Marabá, Conceição do Araguaia, Altamira, Santarém, Oriximiná, Juruti, Óbidos e Faro, e ainda os 16 municípios do Arquipélago do Marajó.

Além do aspecto meteorológico, a logística considera também o combustível para o deslocamento. “As dificuldades em relação a abastecimento das aeronaves, deslocamos combustíveis por caminhão para fazer a baldeação. E quando isso ocorre é preciso mobilizar mais pessoal como motoristas, por exemplo. Além disso, na maioria dos municípios é preciso levar o combustível porque não é possível abastecer em carotes e tonéis. O combustível sai de Belém de avião. Às vezes tenho que fazer uma operação, tem que usar toda a estrutura”, comenta o coronel.

Para atender a demanda de distribuição dos imunizantes as equipes foram preparadas. “Foi feito treinamento com todo mundo sobre o tempo de exposição, tempo de validade fora do freezer. E viemos aprimorando de lá para cá. O Graesp foi fundamental pois se não tivesse o apoio das nossas aeronoves, muitos municípios não teriam vacina. Fomos fundamentais para acelerar a vacinação e ajudar na redução de mortes e procura dos hospitais. E continuamos trabalhando enquanto for necessário”, acrescenta o diretor.

Por Dayane Baía (SECOM)

 

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