Ex-prefeito de São Félix do Xingu é preso na Operação Tetrarca

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Agência Pará de Notícias.

A Polícia Civil do Pará, em parceria com o Ministério Público do Estado, deflagraram na manhã desta terça-feira (10), a Operação Tetrarca, para desarticular um esquema de corrupção que envolvia desvios de recursos públicos praticados por uma organização criminosa no município de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará. Durante a operação, iniciada às 06 h, foram cumpridos 10 mandados judiciais, dos quais quatro de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.

Foram presos João Cleber de Souza Torres, ex-prefeito de São Félix do Xingu, que estava à frente da gestão municipal na época dos crimes; Ana Claudia Rodrigues Feitosa, servidora da Prefeitura e atual chefe do Departamento de Tributos do município; Evani Geraldo de Oliveira, ex-secretário de Finanças; Antonio Ribeiro Neto, secretário adjunto de Finanças e responsável pelo recolhimento de tributos municipais no período das denúncias.

As investigações são realizadas há mais de dois anos, sob a presidência do delegado Carlos Vieira, titular da Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas (DRDP), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado do Pará (DRCO), com atuação conjunta com o Ministério Público do Estado do Pará. Conforme o delegado, os crimes tratam de desvios de recursos próprios do município, entre os quais o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cuja fonte arrecadadora e destinatária é a prefeitura.

O delegado explicou que o crime era praticado pela organização criminosa liderada pelo ex-prefeito e contava com a participação dos servidores públicos. João Cleber de Souza Torres recebia em mãos os valores referentes ao tributo, deixando de recolher aos cofres públicos. As investigações mostraram que João Cleber dava a quitação dos valores, de próprio punho, em boletos de pagamento, ficando com o dinheiro pertencente ao Erário público.

O inquérito policial tramitou, na época, no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, já que João Cleber, na época, possuía foro privilegiado por ser prefeito. Após o término do mandato, disse o delegado, a Polícia Civil pediu o encaminhamento à primeira instância do Judiciário do procedimento investigativo, que passou a tramitar na Vara Especializada no Combate ao Crime Organizado. Os juízes expediram as ordens judiciais de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Durante a operação, os acusados foram encaminhados ao Sistema Penitenciário do Pará, onde ficarão recolhidos à disposição da Justiça. Participaram da operação equipes da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e policiais civis do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), além de agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Pará.

Por Walrimar Santos

 

 

 

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