Polícia descobre túnel usado para desviar energia em Castanhal

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A operação policial foi coordenada pela Delegacia de Combate a Crimes Contra Concessionárias de Serviços Públicos, unidade policial vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), da Polícia Civil.

Agência Pará de Noticias

A Polícia Civil flagrou, neste domingo (4), um esquema de desvio de energia elétrica em uma indústria de fabricação de polpas de frutas localizada na rodovia PA-136, em Castanhal, nordeste do Estado. Um túnel foi descoberto no subterrâneo da empresa para esconder três cabos de alta tensão que eram usados na ligação clandestina entre as câmaras frigoríficas e a subestação de energia interna da indústria. O proprietário não foi encontrado no local, mas será indiciado em inquérito policial por crime de furto qualificado.

No local, um homem que atuava como vigia da indústria, foi autuado por posse ilegal de arma de fogo. No momento da operação, ele foi flagrado enquanto guardava, no posto de trabalho, uma espingarda sem registro legal.

A operação policial foi coordenada pelo delegado Vanildo Oliveira, titular da Delegacia de Combate a Crimes Contra Concessionárias de Serviços Públicos, unidade policial vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), da Polícia Civil. Segundo o titular, há cerca de 30 dias a Delegacia vinha monitorando, junto à concessionária de energia elétrica do Pará (Celpa), o consumo de energia da "Amazon Polpas", indústria de grande porte que atua no ramo de fabricação de polpas de frutas, principalmente de açaí, para exportação. Durante o monitoramento, explica o delegado, a concessionária constatou a existência de desvio de energia elétrica, pois o consumo registrado não era compatível com o porte da empresa.

O monitoramento mostrou, ainda, que a ligação clandestina era ativada todos os dias, sempre à noite, por volta de 19 horas, e ficava ligada até as cinco horas da manhã do dia seguinte. Aos finais de semana, a energia elétrica era desviada desde o início da noite de sábado até o final da madrugada de segunda-feira. Por isso, explica o delegado, o domingo - dia em que a ligação clandestina ficava ligada initerrutamente - foi o dia escolhido para a operação. Diante disso, Vanilso Oliveira solicitou à Justiça de Castanhal um mandado de busca e apreensão na sede da indústria. De posse da ordem judicial, a equipe policial se deslocou para a sede da empresa na manhã de hoje.

Durante a operação de busca no local, os policiais civis descobriram que um túnel havia sido escavado por baixo da empresa. Por essa estrutura passavam três cabos de energia que eram ligados às três fases da rede de alta tensão localizada em uma subestação existente dentro da indústria. Os cabos saíam de uma sala, de onde eram alimentadas as dezenas de câmaras frigoríficas existentes no local.

O túnel era feito todo em concreto. Estimativas da Celpa são de que a indústria deixava de pagar, em média, R$ 100 mil por mês. O delegado teve acesso ao contrato social da indústria, que está em nome do proprietário, e por isso, ele será responsabilizado judicialmente pelo furto qualificado.

Além do processo criminal, ele será multado e deverá ter o consumo de energia da indústria interrompido até a regularização. Segundo o delegado, no momento do cumprimento do mandado de busca, o vigia contratado pela empresa foi flagrado de posse de uma espingarda sem registro, que era usada no serviço de vigilância do local. Ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, crime previsto no Estatuto do Desarmamento. A arma foi apreendida e ficará à disposição da Justiça. O crime é afiançável. Caso pague o valor da fiança, ele responderá em liberdade ao processo na Justiça.

A Celpa informa que, em 2017, mais de 300 mil instalações em situação irregular no Pará foram regularizadas. A empresa reforça que o desvio de energia (ligações clandestinas) é um crime que gera prejuízos a toda a sociedade, como interrupções no fornecimento de energia e oscilações no nível de tensão.

Quem pratica esse tipo de ação pode ser enquadrado em dois artigos do Código Penal Brasileiro: o 155 (furto), parágrafo 3º, que tem pena prevista de 1 a 4 anos de reclusão e multa; e o 265, que trata de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, e prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos.

Os impactos do desvio de energia podem ainda ser percebidos no valor da tarifa de energia. De acordo com um estudo feito pela Celpa, foi verificado que se o furto de energia fosse erradicado, seria possível uma redução em aproximadamente 9% do valor da conta que é paga atualmente.

Além de comprometer a qualidade do fornecimento e os valores da energia, as ligações clandestinas também trazem riscos à população, pois podem causar acidentes graves e fatais, como curtos-circuitos e morte por eletrocussão.

Por Walrimar Santos 


 

 

 

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