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'Em Frente Brasil' ajuda a reduzir índices de criminalidade em Ananindeua

Após 30 dias de instalação, o Projeto Em frente Brasil já registra resultados significativos no município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Os crimes de feminicídio e latrocínio registram queda de 100%. Já homicídios e roubos foram reduzidos em 54% e 20%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Inteligência e Análise Criminal, vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O projeto atua desde o dia 30 de agosto em quatro Áreas Integradas de Operações (AIOs), que reúnem 14 bairros do município, entre os quais Icuí-Guajará, 40 horas, Aurá e Jaderlândia.

A redução dos índices já havia sido atestada desde os primeiros meses do ano, quando as ações de segurança foram intensificadas. Em seguida, a integração entre as forças de segurança do Estado, município e da Força Nacional contribuíram para que a violência fosse reduzida, e mantivesse os índices em permanente regressão. “O município de Ananindeua já vinha trazendo uma queda no índice da criminalidade. Nós tivemos uma forte redução no mês de agosto, que é o mês que antecede a implantação do projeto. Já no mês de setembro nós conseguimos manter o índice mais baixo em alguns casos, e conseguimos reduzir crimes como homicídio, que apresentou uma queda em relação ao mês anterior", informou o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

Com altos índices de homicídio, Ananindeua foi um dos cinco municípios contemplados pelo “Em Frente Brasil”, projeto-piloto de Enfrentamento à Criminalidade Violenta (PPECV), desenvolvido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa visa reduzir a criminalidade violenta, transformar a realidade socioeconômica dos territórios e institucionalizar uma metodologia de elaboração de políticas públicas de segurança que fomentem a convergência de ações diversas na região contemplada.

Etapas - A fase inicial do projeto-piloto prevista para os cinco municípios terá a duração de quatro meses, de setembro a dezembro. Após esse prazo, e as experiências com os modelos de atuação e metodologias, será apresentado o normativo que instituirá o Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta. O projeto, nesses cinco municípios, será estendido, de acordo com a validade dos seus respectivos Planos Locais de Segurança.

Em 2020, já em forma de Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta, outros municípios serão escolhidos com base em metodologia de identificação e seleção de cidades, que estabelecerá uma série de parâmetros e critérios específicos.

Por Bruna Ribeiro com Supervisão de Aline Saavedra