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Acordo de cooperação beneficia investigações no Pará

Um acordo de cooperação técnica para o compartilhamento de tecnologias e informações entre a Polícia Federal e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) foi debatido, na manhã desta quarta-feira (13), em reunião realizada no plenário da Segup. O objetivo é desenvolver e trocar sistemas de dados, recursos de informática, conhecimentos, documentos, entre outros, visando contribuir com investigações e análises criminais.

Na ocasião, foram discutidos os termos da cooperação para viabilizar o cadastramento e o acesso aos vários sistemas da PF, como o Automated Fingerprint Identification System (AFIS), Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais, onde ficam registradas todas as impressões digitais e qualificações civil e criminal de pessoas.

“Isso vai facilitar e muito as nossas investigações, proporcionando um trabalho mais técnico e inteligente. Nós vamos ter um grande acréscimo para a solução dos casos que hoje estão sob investigação na Polícia Civil (PC), principalmente por conta da técnica que será aplicada. A previsão é que o acordo seja formalizado o mais rápido possível, possivelmente em um mês”, disse o secretário de segurança pública, Ualame Machado.

Brasílio Caldeira Brantes, diretor do Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal em Brasília (INIPF), elencou alguns dos sistemas que serão compartilhados e assegurou que todos ganham com a troca. “Entre os sistemas de inteligência que o Pará terá acesso estão o Sistema Nacional de Identificação Criminal, o Sistema de Retratos Falados, o Sistema de Identificação de Cadáveres, entre outros. Em contrapartida, a Segup fornece à PF acessos aos sistemas do Estado. É uma troca, na qual o maior ganhador, na verdade, é a sociedade”, avaliou o diretor.

Outro benefício apontado em reunião foi a contribuição para o Sistema Penitenciário no que diz respeito ao cadastramento da população carcerária. A partir do cruzamento de dados, poderá ser coibido de forma mais efetiva que pessoas presas sejam cadastradas com mais de um nome, em situações de reincidência, ou com nomes falsos. 

Em princípio, a Polícia Civil será o órgão responsável pela troca de informações e tecnologias com a PF, devido estar à frente das investigações e dispor das informações dos registros de identidade e identificação criminal.

O acordo prevê, ainda, o treinamento para as pessoas que irão utilizar as ferramentas; o desenvolvimento em conjunto de novas tecnologias; e a troca de informação para a extração, análise e difusão de sistemas de dados de informação; bem como o planejamento e o desenvolvimento institucional.

Também estiveram presentes na reunião o chefe da divisão de identificação criminal do INIPF, Ricardo Soares; O Superintendente da PF em Belém, Augusto Pimentel; o chefe do setor de identificação da PF no Pará, Luiz Augusto Carvalho; o papiloscopista da PF em Belém, Américo Lozich; o papiloscopista do INIPF, Gabriel Ângelo; o delegado-geral adjunto da PC, Dilermano Tavares; a titular da Diretoria de Identificação da PC, Célia Cordeiro; a diretora de manutenção e estatística da PC, Maria Pepétua Picanço; o delegado da PF, Rômulo Rodovalho; o secretário adjunto de operações da Segup, Luciano de Oliveira; e o titular da Secretaria de Inteligência e Análise Criminal da Segup, André Costa.

Por Laís Menezes